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    PRÉ E PÓS OPERATÓRIO CIRURGIA PLÁSTICA COM DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL VODDER

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    Saiba como a Drenagem Linfática Vodder pode ajudar no pós operatório.

    Por Juan de Dios Perez Bruzon

    Bem, no ano passado foi a primeira vez que eu participei do Salon Look Madrid, Graças que me convidou a Consuelo Silveira, Obviamente e falamos um pouquinho do que era das atualizações e do que era os novos conhecimentos que se tem sobre Drenagem.

    Como disse bem a Consuelo, eu sou professor do método Vodder, mas é certo que igual que todos que aprendemos com vodder, há coisas que não me encaixava.

    E que a Mim me ensinavam, e eu com os meus conhecimentos de fisio dizia: é que isso não faz sentido.

    E o que que eu fiz? Me coloquei a investigar, comecei a ler e a praticar. Então, o que é que eu estou tentando fazer desde que eu sou professor desse método? Trazer um pouquinho do mesmo que ensinou Emil Vodder desde 1930, mas com conhecimentos do século 21. Eu admiro muito esse personagem, o Dr Vodder porque no início do século, desenvolveu um método que com apenas provas científicas, com apenas conhecimentos sobre o sistema linfático, desenvolveu uma técnica que ao dia de hoje continuar sendo, no meu entendimento, uma das mais efetivas que existem, sempre quando esteja bem aplicada. O que acontece? Que também desenvolveu uma técnica que é muito difícil de aprender, que requer prática, que requer conhecimentos e que requer habilidade manual ok? E tem que treinar, então o problema que temos principalmente é que se não te faz um especialista no sistema linfático, é muito difícil entender como funciona uma drenagem linfática manual, mas bem não vou enrolar mais, seguimos, ok?

    Vamos começar?

    O que é Drenagem Linfática Manual?

    O primeiro que temos que saber é o que é uma drenagem linfática? Sempre eu gosto de colocar isto nos três primeiros slides, eu sou muito chato, eu sei, mas é que me chateia muito quando me falam de massagem linfático, me dá câimbra, suores frios.

    Então, segundo a Organização Mundial da Saúde, a drenagem linfática está incluída dentro do que é a terapia manual e dentro da terapia manual, temos a massagem que é uma técnica e temos a linfo drenagem que a outra técnica totalmente diferente, ok?

    Presta atenção que todas as técnicas que temos de massagem, que podem ser, de fricção, sistema circulatório se vamos para a estética, a anticelulite, a redutora, o mioativo, temos muitas, Ok? Entretanto da linfo drenagem, principalmente que se utiliza em terapia, ok? Temos o Vodder e o Leduc, desde logo surgiram mais, temos o aproximativo distal, o Godoy e agora varios outros métodos.

    Mas qual princípio cumpri toda linfo drenagem?

    Vodder definiu da seguinte maneira:

    São finos estímulos táteis, que se produzem com movimentos circulares a compassados, e esse acompassamento, o que busca é limitar a contração da linfo ação dos vasos linfáticos, ok? Carentes de pressão, porque nós vamos trabalhar a nível subcutâneo, nós não trabalhamos músculos, não trabalhamos gordura, trabalhamos linfa, e uma linfa , linfa superficial Ok?

    E para isso, o que necessitamos fazer com a pele? Tracionar ela. Quando produzimos uma tração na pele, produzimos abertura dos capilares linfáticos, então esses conceitos de aberturas, esses conceitos de abro os gânglios, fecho os gânglios, e tal, não, isso já não tem sentido fazer, porque realmente os gânglios não vamos influenciar de nenhuma forma.

    Que diferença há principalmente entre uma massagem e uma drenagem linfática?

    A diferença que há entre uma massagem e uma drenagem é que os componentes são distintos, para fazer uma massagem tem que ter dois componentes:

    • Um deslizamento sobre a pele
    • e uma profundidade, uma pressão sobre o tecido.

    Eu os modifico e ao modificá-los, consigo os distintos tipos de massagem que necessito, Ok?

    Se quero a massagem mais relaxante, amplio o componente de deslizamento, reduzo o componente de pressão, ok?

    Se quero uma mais profunda, mais descontraturante, aumenta a pressão, reduzo o deslizamento. Entretanto na drenagem, não há deslizamento, na drenagem o que temos é tração, e a pressão não existe.

    Conceito Errado de Pressão

    Há um erro de conceito, no qual quando se ensina a drenagem linfática, se fala de muita pressão, pouca pressão, mais pressão aqui, menos pressão ali, é um conceito errado, eu creio até de tradução, como Vodder era dinamarquês, mas ensinava na Alemanha, quando foi falar em espanhol, se falava de componente de pressão, mas realmente o que se modifica é tração da pele, a pressão é sempre a mesma, qual é a pressão? A mão sobre a pele, e se acabou. Não necessito empurrar, não necessito carregar meu corpo sobre o tecido, porque eu trabalho aqui e para trabalhar aqui não necessito me colocar em cima do paciente, nem necessito colocar pressão extra.

    Portanto, se fazemos uma técnica de drenagem, de “massagem linfático” entre aspas e produzimos vasodilatação, não estamos drenando bem, porque? Porque a drenagem não amassa e como não amassa, não vaso dilata, de fato, nossa missão não é trazer nutrientes para o tecido, é retirar proteínas do tecido, desintoxicar o tecido, por isso quando vejo às vezes funções da drenagem linfática: Nutrir… não, quem nutre é o sangue, e quem reabsorve e quem limpa é o sistema linfático.

    Não produzimos fricção, e portanto não há vermelhidão na pele, se eu faço uma técnica de drenagem, e há vermelhidão, estou friccionando, estou apertando demasiadamente, portanto é uma técnica mal feita de drenagem linfática, ao contrário, quando aplica uma boa técnica de drenagem linfática, a pele fica pálida, não fica vermelha, e por último, não dói, jamais.

    Precisamente ontem estive falando com o companheiro no estande de uma feira e ele me disse: drenagem linfática, isso me doeu muito, e eu disse: Será que era uma drenagem linfática?

    Homem, a Mim me disseram que era drenagem, e eu lhe digo pois, que não era uma drenagem.

    Se doeu, não era drenagem, seria uma massagem, circulatório, o que você queira. Te venderam como DLM, mas não era.

    O que acontece é que agora também, como houve muita desvirtuação da técnica, agora todo mundo drena, e todas as técnicas fazem drenagem linfática, seja aparelhos, manuais etc. Tudo influi no sistema linfático e ninguém entende o funcionamento do sistema linfático.

    Quando aplicar?

    Bem, o que eu tenho que saber agora é quando eu vou aplicar a minha drenagem linfática, como tenho que aplicar, onde tenho que aplicar, quando a minha drenagem será a terapia elegida, quando a minha drenagem vai ser a terapia complementar, ou quando posso trabalhar desde a própria prevenção ok? Porque a drenagem linfática não serve somente para tratar patologias ou para tratar problemas, também posso prevenir a saúde com a minha drenagem linfática, ativando o nosso sistema imunológico, ok? Então para saber porque uma drenagem linfática é boa em um tratamento pós-cirúrgico, o primeiro que tenho que saber é o que ocorre quando há uma cirurgia.

    O que Ocorre no corpo após uma cirurgia?

    Então vamos ver brevemente qual é o processo de cura que se produz no nosso corpo.

    Processo Inflamatório

    O primeiro que se produz quando há uma ferida ou quando há uma cirurgia, é um processo inflamatório, esse processo inflamatório se produz como defesa, isto é fisiológico, o corpo tapona a zona da Ferida para que? Para proteger, para evitar infecções, para evitar que entre microrganismos e que se expandem e se reparta pela corrente sanguínea.

    Ainda nesse processo inflamatório, quando já temos proporcionado o fechamento, o que vai fazer o nosso corpo agora é criar nova vascularização, que se conhece como uma angiogenesis. Essa angiogenesis, vai ser tanto sanguínea como linfática, se vão a criar novos capilares que vão reabsorver essa inflamação, esse líquido, e a sua vez se vão ativar células-mães, células mães que vão fazer é regenerar o tecido desde o profundo até o superficial. Essas células-mães tem a capacidade de especificar-se, é dizer se vão fazer células específicas para cada um dos tecidos.

    Fase de Proliferação

    O seguinte que acontece é uma fase de proliferação.

    E nessa fase de Proliferação, o que se vai se regenerar são tanto, células do parênquima, como células da Matriz Extracelular.

    Bem, isso é o que faz o nosso corpo, como pegamos essa Matriz extracelular? Através de fibras, fibras de colágeno, e essas fibras de colágeno produz o que? Fibroses, e essa fibrose é necessária, essa fibrose é fisiológica. Por isso, não podemos nos manipular o tecido precocemente, Porque se rompemos essa fibrose, estamos rompendo o tecido.
    E a que damos lugar? À uma flacidez E você pega um cirurgião que fez uma cirurgia plástica e cobrou caro a uma paciente e de repente você faz uma manipulação precoce, e a pele cai. Pois o cirurgião não vai te agradecer e a paciente ainda menos.  Pois essa fibrose devemos respeitá-la.

    Solapamento

    O que é o seguinte que vai acontecer?

    Se vai produzir um solapamento, do que seria o processo de proliferação, sigo regenerando o tecido, tanto o parênquima, como a matriz, e a sua vez começa a remodelar os tecidos Ok?
    Cada órgão regenera células específicas, seja a Derme, a epiderme, gordura, etc, e por outro lado o tecido conjuntivo, os vasos linfáticos etc. etc. E logo o que deu lugar a isso? Se gera um tecido cicatricial e esse tecido cicatricial tem pouco a pouco que ir se remodelando. Se presta atenção em toda cirurgia, vai ver que no começo as cicatrizes estão sobressalientes, e com o passar dos meses e das semanas, se vai aplanado e se vai ficando ao mesmo nível da pele. Isso se chama processo de remodelação.

    Processo de Remodelação do Tecido

    E agora vamos ver como se produz.

    O que eu quero que fique claro é que são três fases que se dão a mesmo tempo. Não somos robôs.

    As 8 horas se dá ao máximo nível de inflamação do tecido,. Mas também as 8 horas começa a fase de proliferação, se ativa essas células mãe e começam a regenerar o tecido desde o nível profundo, ao nível superficial. Se presta atenção mais ou menos em torno aos dois dias, chegamos a fase máxima de proliferação, a fase máxima de ativação do tecido e isso vai decaindo até o 10º dia. Por isso quando tira os grampos? Quando tiram os pontos? Aos 10 dias, Duas semanas, depende do cirurgião.
    Logo isso também terá fatores que influenciaram na cicatrização, cicatrizar mais rápido ou mais lento. E a raiz do dia 3, começa a remodelar a ferida, ao mesmo tempo vai crescendo e se regenerando, vai remodelando. E presta atenção que a fase máxima de remodelação está em torno de uma semana ou 10 dias, até basicamente a metade de um mês.

    Entretanto nosso corpo segue gerando fibra, segue gerando colágeno, para que? Para dar-lhe resistência ao tecido, e presta atenção, esse acúmulo de colágeno vai chegar até os três meses. Assim que podemos seguir ajudando, ainda que o processo inflamatório e o processo proliferativo já tenham terminado. Podemos seguir ajudando ao tecido para que? Para evitar aderências, porque se se forma muito colágeno, podemos produzir aderências.

    Como se consegue essa resistência? Que características temos que ter em conta na hora de trabalhar uma cicatriz?

    Muito importante. Essa cicatriz na primeira semana, somente tem 10% da resistência do tecido, quer dizer que se eu faço assim, abro os pontos, fastídio o trabalho e rompo a Regeneração. Por isso na Primeira semana não se pode tracionar em excesso, não se pode trabalhar em cima da cicatriz. Tem que respeitar o trabalho do cirurgião.

    Outra coisa que temos que ter em conta é que no primeiro mês essa resistência vai aumentar exponencialmente, e vamos requerer em praticamente um mês quase toda a resistência que tenha cicatriz.  Entretanto o processo de remodelação dessa cicatriz vai durar até 3 meses, e até quem sabe 6 ou 10 meses pode durar, depende de que essa cicatriz esteja muito retraída, se é uma zona com muito suor, se é uma zona tal, depende do estado metabólico do paciente, pode se alongar até um ano, ok? E outra coisa que temos que entender é que as cicatrizes não vão ter nunca a mesma elasticidade que a pele normal, a resistência elástica que chamamos, só vai chegar ao máximo a 80% do que é uma Pele Saudável, ok? Você presta atenção quando a mobilizamos, vemos que a cicatriz tem elasticidade, mas não é a mesma que a pele.

    Como se produz esse aumento da resistência? Pois o que dizíamos, o efeito de criação de colágeno está por cima do de degradação nos primeiros meses. Dessa maneira fazemos com que o fibroblasto ganhe a batalha ao macrófago. O macrófago se encarrega de eliminar fibras e o fibroblasto de gerá-las. E nos primeiros meses ganha o fibroblasto. O que passa nos seguintes meses? Mudam de posição. O fibroblasto o desativamos, se se volta assim, um pouco preguiçoso, já não tenho mais vontade de fazer mais fibras e então chega um macrófago e começa a comer as fibras e então a cicatriz se aplana. Entendem?

    Como aumenta a resistência? Pois a base de entrecruzamentos de fibras. Esses entrecruzamentos de fibra de colágeno, o que provoca? Provoca que nossas pontes de colágeno vão estar mais grossos, mais fortes, maiores e daí pegamos a resistência.

    Fatores que influenciam na cicatrização. Fatores Gerais:

    • Nutrição.

    Um déficit de proteínas faz que cicatrizemos pior, porquê? De que está feito o colágeno? De proteínas, se tem um déficit de proteínas, o colágeno não se forma, ok? E como se tirássemos a matéria-prima ao Edifício. Um déficit de vitamina C, porque? Porque a vitamina C é uma das encarregadas de sintetizar essas proteínas e convertê-las em colágeno. Assim que já sabe, se fazem operação, a comer peixe, vamos comer proteínas e a tomar muito suco de laranja e de abacaxi e essas coisas, perfeito?

     

    • Estado metabólico,

    Problemas como a diabetes faz com que cicatrizemos pior. Então se eu tenho uma diabete, sei que meu processo de cicatrização vai ser mais longo do que de uma pessoa normal e eu como profissional terei que avisar ao meu paciente que se tem diabetes, é dizer e ela, olha você vai ir cicatrizando mais lentamente.

     

    • Estado circulatório.

    Dizemos que o sangue leva nutrientes e se temos um problema circulatório temos menos nutrientes, portanto também vai prejudicar.

     

    • Mudanças hormonais

    Os Homens não sofrem tantos câmbios hormonais , já as mulheres a cada 28 dias estão sofrendo essas mudanças. Todas essas alterações hortmonais sobretudo se temos um aumento de glucocorticoides no sangue, provocam que não gerem colágeno.

    • Tipo de cicatrização

    Quando falamos do tipo de cicatrização, existem dois tipos de cicatrização.

    Cicatriz de Primeira Intenção

    Uma é o tipo de primeira intenção que coincidiria com tipos de feridas finas, cortes, ok? Ou cirurgias. E outro é de ferida de segunda intenção, que corresponderia sobre tudo a queimaduras ou úlceras. Tanto em uma como em outra, o processo de regeneração é similar, mas dão cicatrizes diferentes.

    A de primeira intenção nos vão dar cicatrizes finas, porque? Porque as bordas estão muito perto e porque também fazermos uma sutura, pegamos as bordas e presta atenção que angiogenesis na parte de baixo é menor que seria por exemplo em uma cicatrização de segunda intenção, nos vão a dar atípica cicatriz típica, ok? A cicatriz fininha, que realmente demora menos em se regenerar e em tirar os pontos. ok?

    Cicatriz de Segunda Intenção

    O que acontece com a segunda intenção? Temos uma queimadura ou temos uma ulcera, não podemos aproximar os extremos, porque se a ferida é redonda, é grande, e é profunda, somente podemos deixar que o tecido se regenere de dentro até fora, ele só. Presta atenção como a angiogênese é muito maior, necessita mais aporte de nutrientes, mas aporte de oxigênio para regenerar todo o tecido até acima .

    E que tipo de cicatriz nos vai dar? Essa típica cicatriz larga, com menos resistência, com a pele fina dentro do que seria uma cicatriz.

    Outros Problemas que podem ocorrer

    Pois o que acontece quando em cima de que todos esses fatores não funcionem bem, temos outro problema mais. Posso produzir primeiro que não se forme suficiente cicatriz. Pode produzir o contrário que haja um excesso de formação da cicatriz, ou por outro lado também o que pode produzir é que se contraia, se retraia demasiadamente o tecido cicatricial.

    Esses são os 3 fatores que vão limitar a nossa cicatrização.

    • Insuficiente Produção de Tecido

    Quando não se produz suficiente tecido, o colágeno nos dá lugar a uma cicatriz atrófica, são essa típica cicatriz que deveriam ser fininhas, mas como não temos suficiente colágeno, a cicatriz não tem suficiente resistência e com a própria tensão da pele, as bordas se abrem, um exemplo as estrias. Estrias que são a pele que lhe faltam colágeno, se abrem e ficam fina, essa pele na qual nós vamos notar como se pode tocar, se funde e nos metemos no tecido.

    • Infecção Local

    E quando há uma infecção, o primeiro que temos que fazer é lutar contra essa infecção e então vai ter mais um  processo inflamatório, o processo inflamatório no lugar de durar três dias, nos vai durar uma semana e se tenho um processo inflamatório, não me chegam os suficientes nutrientes, portanto essa ferida vai demorar mais em regenerar, vai demorar mais em adquirir resistência.

    • Uma formação como um falso fechamento, como um seroma.

    Seroma não é mais do que um acúmulo de líquido que se em cápsula por debaixo da cicatriz, se não está encapsulado e quando ainda os pontos estão frescos imobilizamos a cicatriz, por que notamos como se tivesse um colchão de líquido abaixo, podemos mobilizar, o seroma se abre, e brota esse plasma entre os pontos e podemos fazer uma massagem pequena, cicatricial, no que Drenamos esses líquidos, o tiramos e então já fica plano. Ok? E já se aderem as bordas. Se está encapsulado, mandamos ao cirurgião para que abra de novo e que rompa o seroma, que o tire, que o drene e voltamos outra vez a fechar.

    Por excesso de Formação, temos dois tipos de cicatrização, que não é o mesmo.

    Cicatriz Hipertrofica x Queloide

    Uma hipertrófica não é igual a um queloide. Vejo muitas cicatrizes hipertróficas e te dizem que é um queloide, Não. Que diferença vê entre uma e outra? Uma é uma linha e a outra não, disseram por aí. O que mais? Está mais sobressaliente. Pois isso Realmente são as características de um queloide, se sai das bordas da cicatriz. ok? É uma cicatriz mais deforme. Tanto em altura como saindo das  bordas da cicatriz.

    Uma cicatriz hipertrófica é uma cicatriz na Qual o processo de remodelação não funcionou bem, e ficou uma cicatriz gordinha, mas está dentro dos limites da cicatriz e tem menos elasticidade. A mobilizamos e se move o tecido da pele, isso é uma cicatriz hipertrófica.

    Síndrome de dupuytren.

    E logo temos um excesso de contratura da cicatriz, que é o que se conhece por exemplo como a síndrome de dupuytren.

    A síndrome de dupuytren é que se faz uma cirurgia e na palma da mão e aqui temos uma Fáscia e por Capricho, por ciência ou porque lhe dá vontade diz há contratura.
    E se contratura e então faz com que a fáscia Palmar se leva aos tendões e te deixam limitado e te deixa com a mão que não pode funcionar que não pode esticar os dedos. E perde a funcionalidade da mão.

    Pois aqui temos as diferenças das cicatrizes entre homens e mulheres presta atenção que as mulheres nos colocaram as estrias e aos homens não, porque? Porque pensam que o homem tem menos estrias.

    Nos custa mais ter estrias, mas temos. Porque? Pelo tipo de pele. Que diferença há entre a pele de uma mulher e a pele de um homem? Não é a elasticidade. É a grossura. A pele do homem é mais grossa. Mas porque é mais grossa? Não, não é pela gordura.

    As pontes de colágeno de uma mulher tem forma de coluna. São colunas paralelas, uma em cima da outra, mas uma do lado da outra e são mais finas e mais elásticas, porque pensam que são assim? Para? Para acumular gordura, tu biologicamente vens preparadas para acumular gordura, perdão. De a bronca a mãe natureza, a mim não.

    O homem não tem esse tipo de pele, porque pensam que tu tens que acumular tanta gordura? Porquê? Porque tem que dar à luz e presta atenção quais são as zonas de mais acúmulo de gordura de uma mulher, abdômen, cadeiras, rodeando a matriz, tudo para quê? Para alimentar e proteger ao filho que cresce dentro Ok?

    Bem nós homens não necessitamos disso, então nossas pontes de colágeno são  entrecruzadas, nossa pele é mais grossa, então para que nos rompam a pele, é mais difícil, tem que ser uma mudança muito brusca de crescimento ou de engorda para que nossa pele se rompa e se produzam estrias. De acordo? Então seguimos.

    Que efeitos vão a produzir a nossa drenagem nas distintas fases da cicatrização?

    Pois na fase inflamatória a maior e principal é a eliminação de resíduos necróticos, muitas vezes me dizem a drenagem linfática drena líquido. Isso é um Erro. A drenagem linfática, a sua função principal, não é drenar líquido. Vamos falar de equilíbrio de Starling. O equilíbrio de Starling é vital para todo o Profissional de Drenagem.

    O que diz o equilíbrio de Starling?

    Que de todo líquido que se filtra através do capilar arterial, os 100% desse líquido que sai, o capilar venoso reabsorve de 80 a 90% do líquido e o capilar linfático 10%. Então porque seguimos insistindo em que o capilar linfático move líquido? Se só move 10% do líquido. Realmente o nosso capilar linfático está preparado não para reabsorver o líquido, está preparado para reabsorver proteínas, moléculas de Alto peso, moléculas grande. Que não são capazes de atravessar a membrana do capilar venoso. O que é o que acontece? Que quando eu limpo de proteínas esse tecido intersticial, ao capilar venoso facilito o trabalho. O capilar venoso diz:  vamos, a drenar líquido, drenar líquido, para dentro tudo, ok?

    Se não existisse o capilar linfático, que é o que aconteceria?

    Se acumulariam proteínas, produziríamos um desequilíbrio do que se chamam concentrações oncóticas e se produz o quê?  Um edema. E esse edema ainda é proteico, produz um linfo edema. Por isso é tão importante desmitificar a drenagem de líquido, não drenamos líquido, drenamos proteínas, resíduos necróticos, micro-organismo, aportamos defesas a zona, evitamos infecções.

    Bem, enquanto a fase de proliferação regulamos a atividade do fibroblasto,Porque essa pequena ginástica que estamos dando com a nossa tração as pontes de colágeno, manda um sinal a nosso cérebro que ele diz até aqui necessito elasticidade, até esse ponto e não mais. E o que faz o cérebro? Ativa o fibroblasto, mandamos isto e comece a fazer fibras, mas, até aqui não fique louco, não me faça uma fibrose, não necessito mais com isso é suficiente, e é uma mensagem que mandamos a nosso sistema neurológico, ok? A parte com esse movimento de tração é com uma ginástica para nossas pontes de colágeno, lhe obrigamos a gerar maiores fibras, pontes mais largas, entrecruzamentos mais numerosos, portanto pega mais resistência, ok? E obviamente, eu estou mobilizando essa linfa, favoreço que essas angiogênese seja melhor, seja mais rápida, se entende?

    Na fase de remodelação, vamos ajudar a síntese de fibras de colágeno, mas também vamos regular a atividade do macrófago e assim vamos evitar que gerem esses queloides, essas cicatrizes hipertróficas. E evitamos também a formação de aderências.

    Em que modo afeta as aderências para a drenagem? Para a drenagem, nada.

    As aderências o que fazem é limitar o movimento da pele e logo teríamos obviamente que realizar uma massagem ou uma técnica de fibrolises, que se chama, que bem podemos fazer manualmente ou podemos fazer com algum tipo de aparelho, agora mesmo na fisioterapia há uma série de garfos que rompem as fibroses, mais logo isso tem que voltar a um processo de regeneração e a fibrose se pode voltar a dar tem que produzir uma regulação do tecido, ok? Para que não volte a dar as fibroses, mas enquanto o tema da circulação linfática não vai afetar.

    Alguns exemplos de onde poderíamos aplicar a nossa drenagem linfática vodder.

    Imaginemos, nos faciais podemos trabalhar rinoplastia, lifting maxilofaciais, blefaroplastia, Que protocolo utilizaríamos? Obviamente, facial e intra bucal. O intrabucal sobretudo para os blefaros e as rinos, vai espetacular. Porque esvaziamos desde dentro os seios nasais que estão congestionados de líquido e de mucosa.

    Enquanto aos abdominais? Pois aí temos um caso de uma abdominoplastia e lipossucção. Um protocolo Standard, o que poderíamos fazer? Poderíamos trabalhar o pescoço, trabalhar as vias linfáticas do pescoço e logo trabalhar o abdômen, as vias linfáticas superficiais, não profundas e também fazer a pélvis, trabalhar a zona púbica, trabalhar toda a zona do sacro, que logo vai retornar na parte abdominal.

    Para seios? Tanto aumento, redução, reafirmação, mastopexia, implante depois de um câncer de mama, etc., etc., etc. Pois obviamente podemos trabalhar a zona do pescoço, os términos, trabalharemos o peito e poderíamos fazer respirações Profundas para estimular a circulação do conduto torácico e tudo o que são os vasos do mediastino.

    Para o tema dos glúteos, para lipo, para aumento de glúteos, pois igual trabalharemos sobre o abdômen, não faria falta que perdemos tempo no pescoço, poderiam fazer diretamente respirações abdominais e ir aos músculos e ir nos as pernas e ir até os glúteos. Não faz falta estimular a cisterna de Pecquet, ok? Sem fazer pescoço.

     

    Pois agora já sabe o que tem que fazer: Estudar.

    Insisto muito, quando me perguntam o tema de como aprender uma drenagem linfática, para que aprender uma drenagem, quando alguém quer ser um bom linfo drenagista, tem que ser um expert no sistema linfático. Sinto muito pelo resto dos companheiros que fazem curso de 20 horas de drenagem, mas isso não vale, tem que conhecer o sistema linfático para saber tratá-lo. Assim que vamos agora a começar a saber tratá-lo.

     

     

     

     

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